O Bullying precisa ser sempre assunto sério?
- há 13 horas
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Eu pratico bullying.... ahhh ou!!!!! (como diria minha prima)
Olha que situação mais estranha: primeiro tive que olhar no Google para ver como se escreve bullying, depois fiquei remoendo a ideia de quais problemas um título desse pudesse causar.... depois liguei o foda-se (eu não era cristã ao escrever esse post, então me desculpem) e resolvi escrever logo de uma vez!
Que lugar é esse em que estamos vivendo? Onde um dia brigamos pela liberdade de expressão e hoje retomamos a uma espécie de censura que imagina que as suas palavras estão discriminando, ressaltando defeitos, ou seja lá o que for que a outra pessoa deseje pensar a respeito!
Não seria mais fácil se as pessoas somente ouvissem as palavras e deixassem para si suas psicóticas deduções de uma suposta entrelinha?
Na boa, hoje a gente nem pode zoar ninguém, porque tem sempre alguém avisando.... olha isso é racismo, fascismo, ceticismo, hinduísmo, excentrismo.... para mim é tudo besterolzíssimo!!!!!
Se você acha que a pessoa está se referindo a você de maneira agressiva, tire a limpo, pergunte, responda, mas esse mimimi de ismos já deu!
Quando eu era criança, encarnar nos amigos era o que hoje chamam de bullying. Um termo totalmente importado de uma cultura completamente diferente da nossa, com atitudes muito diferentes.
As diferenças são grandes. No local originário do termo, as escolas eram cheias de gangues e os espancamentos dos corredores dos colégios, aqui era apenas um zé mané xingando alguém e sendo levado para a secretaria pelo inspetor do colégio.
O neguinho, o cabeção, o chokito, o vara pau, o bocão, o gordo, todos eles faziam parte do mesmo time e ninguém que eu conheci tem problemas de autoestima ou de desenvolvimento pessoal porque um dia teve um apelido pejorativo no colégio. Na real, nós sabíamos... se você se importar, o apelido pega, se não, não pega e pronto. Eu nunca ganhei um, porque cagava baldes para os apelidos!
Quando o conceito de bullying foi importado para o Brasil, a palavra veio acompanhada de um comportamento agressivo agregado que não era nada comum por aqui.
E eu nem gosto de discussões desse tipo, mas com o exemplo que darei a seguir, você será capaz de ver como o bullying pode facilitar a vida dos seus filhos, se for feito com amor....
Eu sou uma mãe fora do padrão, tal como foi minha mãe, e hoje, meu filho mais novo, quando é agraciado por estar na berlinda, já nomeia logo: DIA INTERNACIONAL DO BULLYING.
Vou contar uma história de bullying familiar:
Meu filho mais velho, o Lucas, tem uma leve gagueira desde pequeno, que não o incomodou nem um pouco, tanto que paguei a fonoaudióloga à toa, ele aprendeu as técnicas e nunca as usou, porque simplesmente não tem vergonha de gaguejar.
Pois bem, aqui em casa todo mundo é alguma coisa além de filho, amor, querido e blá blá blá.... Nós temos o cabeção, o cabeça, o cheio de pulga, o cara de pau, o revolts, aquele que não toma banho, o verme insolente e ninguém está traumatizado, não ainda...... (rsrsrsrs)
Ahhhh ou! (olha aí minha prima de novo)
Eu ensino por aqui que não se deve levar tudo ao pé da letra e que é melhor aprender a resistir em casa, porque quando estiver na rua, fica fácil, fácil. Então, praticamos “bullying” saudável para fins educacionais.
Vamos à história:
Lucas chegou na hora do almoço e pediu:
- Mãe, eu po-po-posso beber Coca-Cola?
E eu prontamente respondi:
- Po-po-pode Lucas!
Na mesma hora, me dei conta do “bullying” e comecei a rir e pedir desculpas ao mesmo tempo. E vou te falar, ele não tinha dado a mínima bola para o que eu falei. Nós rimos um bocado esse dia e ainda hoje quando lembramos. O gaguinho não ficou mais gago, não chorou, eu não fui processada... ainda somos uma família “normal” que implica uns com os outros e se diverte com isso.

Para que estou contando isso? Para provar que minha técnica light de conviver e levar a vida com eles faz toda a diferença. Lucas nunca teve apelido pejorativo no colégio, nem nenhum dos meus sobrinhos (e olha que eu tenho um montão deles), porque a gente sempre brincou com eles e entre nós de forma muito leve e amorosa. Irritante.... mas com amor no coração.
Minha mãe, sempre lembra de colocar as fotos 3x4 dos meninos do armário da geladeira para espantar as moscas.
Não que eu ache que você deva reforçar os defeitos alheios, mas só queria mostrar o outro lado da situação. Será que se pensarmos e agirmos mais com o coração do que com a razão, não seríamos melhores?
Não sei se sou a melhor mãe do mundo, apesar dos meus filhos me dizerem isso o tempo todo. Sei que erro bastante, que passo do ponto, mas que também abraço, beijo, brigo e exalto eles todos os dias. Acho que posso me caracterizar como eclética, até mesmo como mãe. Não tenho padrões, sou quem sou o tempo todo, com toda a veracidade do mundo!
Eu brigo, choro, grito, abraço, faço tudo ao mesmo tempo! E acho que tenho feito um bom trabalho, já que a harmonia ainda reina na família! A não ser, é claro, quando o de 22 anos resolve ter 13, só para implicar com o irmão! Kkk
Gente, eu não defendo o bullying, só não acho que possamos classificar qualquer divergência de opiniões ou brigas de adolescentes como bullying. Até porque, observando os grupos que frequentam a minha casa, eles encarnam um no outro o tempo inteiro. Ou seja, encarnar, brincar, zoar não é fazer bullying, é apenas brincadeira de amigos. Tanto que cada um fica na berlinda de vez em quando, o que vai determinar quem é o próximo será o assunto em questão.
Temos que ensinar aos nossos filhos: nunca ultrapasse o limite! A sua liberdade termina, onde começa a do outro. Se o colega não gosta de brincadeira, vamos respeitar e deixar ele a vontade para ser quem ele deseja.
Ser mãe é ser assim: estar em todos os lugares ao mesmo tempo, é ser mulher-polvo, leoa, cavalinho, telefonista, enfermeira, lutadora de jiu-jitsu, atriz, cozinheira, contadora de histórias, protetora, sacana, brava, amorosa etc. etc. etc...
Eu poderia passar muito tempo elogiando as mães. Como elas são fantásticas e que todo dia tinha que ser Dia das Mães e etc. Mas acho que isso é obrigação das professoras da educação infantil e depois, dos filhos quando ficam mais velhos. Isso sem contar com a obrigação do pai em lembrar aos filhos de comprar aquele presente especial para a mãe, seja qualquer que for a comemoração.
Repita esse mantra: mãe não erra, mãe se engana.

E posso te dar certeza de uma coisa: dá para pedir desculpas se errar feio e se você não pedir, seus filhos também te amarão do mesmo jeito daqui a 5 minutos! Tenha a dose certa de mãe com a dose certa de sanidade, misture que dá ponto!
Passando os anos, o bullying muda de foco.... Nós nos juntamos para fazer o mesmo com o pai e eles se juntam para fazer comigo e fazemos com a avó quando ela vem nos visitar e assim vamos nos amando, com ou sem bullying, importante é que estamos juntos e sempre prestando muita atenção um no outro.
Quando existe amor, família reunida na mesa, conversas saudáveis, educativas ou não. Machistas por parte do pai que faz eles morrerem de vergonha, ou minhas explicações sobre sexo que eles tampam o ouvido por vergonha. Não importa, eu falo mesmo assim, porque quero homens na minha casa que saibam como agradar uma mulher e quem com maior autoridade paa falar do que eu?
Hoje, quando Lucas está com 22 e Diego com 17, me sinto meio perdida as vezes, porque eles tem uma comunicação própria, quase um dialeto mudo.... mas pelo menos eles vem a mim para pegar conselhos para mostrar um vídeo, para cantar uma música ou me mostrar algo maneiro que fizeram.
Tento tratar as noras com muito amor, não só porque quero eles por perto, mas também porque não tenho filhas meninas então me aproveito para mimar elas um pouco.
Não é facil ter uma casa cheia de homens, raramente eles de oferecem para ajudar em algo e quando você pede, logo depois tem que gritar: É AGORA!!!!
Mas eles me amam e me respeitam e é isso que importa. Mesmo nos mau humores, eles estão aqui, nas minhas dores ficam preocupados, quando estou com saudade, de repente fazem uma ligaçao, acredito que sintam de alguma forma que estou precisando da voz deles. Pedem bençao ao acordar, ir dormir, ao sair e ai entrar. Não tenho muito do que reclamara a não ser a famosa bagunça da testosterona.
Mas eu sobrevibi até agora.... falta pouco...
O bullyig de vez em quanto vem a tona, mas nos reunimos na mesa, ouvimos as histórias e piadas hilárias dos lucas, os argumentos científicos do Diego e eles irritados porque interrompo eles várias vezes. Eles não entendem que mulher pensa mil coisas e assuntos diferente em minutos, então eles riem de mim e reclamam e ai quando pedem para eu fakar, eu já esqueci, afinal já estou com 50 anos.... eles TÊM que ter paciencia kkkk.

E no mais, eles são maravilhosos, de vez enquanto eu me vejo pegando a vassoura e quebrando neles, mas logo acordo do devaneio e vejo que não serei capaz de fazer, então digo amém e agradeço a Deus por me ajudar com o domínio próprio.
Eu amo minha vida, amo Deus, amo meu marido, meus filhos e meus cachorros e gatos, e com tanto amor assim, ainda cabe muito mais em meu coração, porque coração de mãe não se divide, ele se alarga para sempre caber mais um.
Obrigada Deus!!!!




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